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Bancos Alimentares Campanha de recolha de alimentos Enviar por E-mail
Sexta, 21 Maio 2010 08:00

Bancos Alimentares realizam mais uma Campanha de recolha de alimentos em 29 e 30 de Maio

Numa altura em que a solidariedade é mais do que nunca necessária, os Bancos Alimentares Contra a Fome voltam a apelar à generosidade de toda a sociedade civil em mais uma campanha de recolha de alimentos.

Mais de 27 mil voluntários vão, no próximo fim-de-semana, convidar os portugueses a serem solidários com os mais necessitados da sua região, doando alimentos, em 17 regiões do país (Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Beja, Aveiro, Abrantes, S.Miguel, Setúbal, Cova da Beira, Leiria-Fátima, Oeste, Algarve, Portalegre, Braga, Santarém, Viseu e Viana do Castelo),

Os Bancos Alimentares Contra a Fome apoiam 1.750 instituições de solidariedade, que concedem apoio alimentar a mais de 275 mil pessoas comprovadamente carenciadas. Só no ano passado foram distribuídas 23 mil toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 31,4 milhões de euros), ou seja, um movimento médio de 90,7 toneladas por dia útil.
No 1º trimestre de 2009 verificou-se uma crescente procura de apoio alimentar, tanto por parte das instituições beneficiárias, como directamente por pessoas carenciadas, em linha com o agravamento da situação económica e com o crescimento do desemprego, que tem vindo a afectar um cada vez maior número de famílias portuguesas.

 

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BANCOS ALIMENTARES CONTRA A FOME ANGARIAM 2.498 TONELADAS DE ALIMENTOS NA CAMPANHA DO ÚLTIMO FIM DE SEMANA


Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram no passado fim-de-semana um total de 2.498 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em 1323 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora e Beja, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, S. Miguel, Viana do Castelo e Viseu.

A quantidade agora recolhida compara com 1.908 toneladas recolhidas em Novembro de 2008, ou seja, um acréscimo de 30,9%.

A campanha, cujo lema foi "Dê a melhor parte de si ao Banco Alimentar: a sua solidariedade" suscitou uma enorme adesão do público e dos voluntários que quiseram colaborar. As campanhas são extraordinárias cadeias de solidariedade onde cada elo - pessoas que colocam os seus donativos nos sacos do Banco Alimentar, voluntários que dão o seu tempo e trabalho e empresas que garantem seguros, transportes, refeições, segurança, limpeza - é indispensável e igualmente importante.

Numa altura em que a união de esforços é mais do que nunca necessária e em que um pequeno gesto de cada um faz mais sentido, os resultados obtidos patenteiam uma extraordinária adesão a esta acção, que decorre duas vezes por ano desde 1992. Mesmo em clima de profunda crise económica, os portugueses voltaram a fazer prova da sua tradicional solidariedade, continuamente patenteada desde que o Banco Alimentar Contra a Fome iniciou actividade, e mostraram que não estão alheios às necessidades que afectam tantas pessoas, querendo contribuir para as minorar, partilhando alimentos.

Os géneros alimentares recolhidos serão distribuídos a partir da próxima semana a mais de 1.650 Instituições de Solidariedade Social que os entregam a cerca de 267 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confeccionadas.

Voluntários em acção para alimentar quem precisa

27 mil voluntários disponibilizaram algum do seu tempo durante o fim-de-semana para participar na campanha de recolha: tarefas como a recolha nos estabelecimentos comerciais, o transporte, pesagem e separação dos produtos, foram integralmente asseguradas por voluntários, confirmando assim a entusiástica mobilização colectiva ao projecto do Banco Alimentar Contra a Fome.

Trata-se da maior acção de voluntariado organizada em Portugal, mostrando que a acção conjunta de todos os agentes de solidariedade gera resultados muito superiores aos que seriam obtidos se cada um deles resolvesse agir de forma isolada.

Ao longo da próxima semana, até 6 de Dezembro, haverá ainda a possibilidade de contribuir para os Bancos Alimentares Contra a Fome através da Campanha "Ajuda Vale", presente em todas as lojas das cadeias Pingo Doce⁄Feira Nova, Dia⁄Minipreço, El Corte Inglês, Jumbo⁄Pão de Açúcar, Lidl, Modelo⁄Continente.

Nesses estabelecimentos serão disponibilizados em suportes próprios cupões-vale de 5 produtos seleccionados (azeite, óleo, leite, salsichas e atum). Cada cupão representa uma unidade do produto (por exemplo, "1 litro de azeite", "1 litro de leite", etc.). Este cupão, para além de mencionar que se trata de uma entrega destinada aos Bancos Alimentares Contra a Fome, refere de forma clara a identificação do tipo de produto, da unidade e do correspondente código de barras, através do qual é efectuado o controlo das dádivas. Ao efectuar o pagamento, o dador entrega o cupão "Ajuda Vale" na caixa registadora. A logística de recolha e transporte para os Bancos Alimentares contra a Fome fica a cargo da cadeia de distribuição aderente. As doações são auditadas por uma empresa externa especializada.

Também na rede de cerca 3800 lojas Payshop espalhadas por todo o País é possível contribuir para esta campanha,  efectuando uma doação em dinheiro que será convertida em leite e dará lugar à emissão de recibo.

Alguns dados relativos à actividade

A actividade dos Bancos Alimentares Contra a Fome prolonga-se ao longo de todo o ano. Para além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem diariamente excedentes alimentares doados pela indústria agro-alimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores. São assim recuperados produtos alimentares que, de outro modo, teriam como destino provável a destruição. Estes excedentes são recolhidos localmente e a nível nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar. Deste modo, para além de combaterem de forma eficaz as carências alimentares, os Bancos Alimentares Contra a Fome lutam contra uma lógica de desperdício e de consumismo, apanágio das sociedades actuais.

Recolha nacional, ajuda local

Os Bancos Alimentares Contra a Fome distribuem, ao longo de todo o ano, os géneros alimentares recorrendo a Instituições de Solidariedade Social por si seleccionadas e acompanhadas em permanência. Incentivam as visitas domiciliárias e o acompanhamento muito próximo e individualizado de cada pessoa ou família necessitada por estas instituições, de forma a ser possível efectuar, em simultâneo, um verdadeiro trabalho de inclusão social.

Em 2008, os catorze Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 17.500 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 27.352 milhões de euros), ou seja, um movimento médio de 69,4 toneladas por dia útil.

A actividade dos Bancos Alimentares norteia-se pelo princípio genérico da "recolha local, ajuda local", aproximando os dadores dos beneficiários e permitindo uma proximidade entre quem dá e quem recebe. Possibilita o encontro entre voluntários e instituições beneficiárias, por um lado, e entre fornecedores da indústria agroalimentar, empresas de serviços, poderes públicos e o público em geral, em especial durante os fins-de-semana das campanhas de recolha, em que todos trabalham lado a lado por uma causa comum: a luta contra as carências alimentares e a fome.

Fomentar o acompanhamento individual e a inserção social

Os Bancos Alimentares são instituições ao serviço de outras instituições que lutam contra as carências alimentares. Não distribuem directamente às pessoas carenciadas: os alimentos passam obrigatoriamente pelo canal das instituições locais, grupos ou comunidades, muito próximas das pessoas em situação de pobreza. Reforçam assim a malha da solidariedade de proximidade suscitando e apoiando a criação de associações a nível local destinadas a proporcionar o apoio e o acompanhamento necessários às pessoas que vivem isoladas e numa situação de precariedade. A acção das instituições não se deve limitar à simples distribuição dos produtos alimentares entregues pelo Banco Alimentar mas sim ser um ponto de apoio humano que toma em conta a situação das pessoas com o conjunto das seus problemas, das suas necessidades, entre as quais a ajuda alimentar.

Por outro lado ainda, a acção dos Bancos Alimentares Contra a Fome procura concretizar uma ajuda alimentar de qualidade, por via de um melhor equilíbrio nutricional dos produtos distribuídos e pelo desenvolvimento de formas diferentes de acolhimento das pessoas carenciadas pelas instituições apoiadas. Os Bancos Alimentares Contra a Fome celebram com esse objectivo parcerias com os seus fornecedores, procurando obter gratuitamente produtos diversificados com qualidade nutritiva e acompanham em permanência as instituições.

Em 1992, nasceu em Portugal o primeiro Banco Alimentar Contra a Fome seguindo o modelo dos "Food Banks" norte americanos, à altura já implantado na Europa, em França e na Bélgica. Estão actualmente em actividade no território nacional 17 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objectivo comum de ajudar as pessoas carenciadas, pela doação e partilha. Existem 282 Bancos Alimentares operacionais na Europa, que em 2008 distribuíram 294.500 toneladas de produtos a 4,5 milhões de pessoas, através de 27.000 associações (www.eurofoodbank.org).

 

Para mais informações sobre a campanha, contactar:

Banco Alimentar Contra a Fome: 919 000 263 ⁄ 213 649 655

www.bancoalimentar.pt

 




 
 

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