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Dia Internacional do Idoso
Sábado, 01 Outubro 2005 09:00
Instituto Nacional de Estatística

A Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 1 de Outubro como Dia Internacional do Idoso, pela resolução 45/106, de 14 de Dezembro de 1990.

O Instituto Nacional de Estatística associa-se à comemoração do Dia Internacional do Idoso, apresentando uma breve análise demográfica sobre o envelhecimento em Portugal, inserido no contexto europeu, à qual poderá aceder através deste link no site www.ine.pt

 
Região Norte tem o mais baixo nível de vida do país
Sexta, 16 Setembro 2005 08:00
Contas regionais Segundo o INE, o rendimento disponível das famílias de Lisboa esteve 30% acima da média nacional de 1995 a 2002 Dados divulgados acentuam diferenças regionais

As famílias da região Norte passaram a ter o mais baixo nível de vida do país, entre 1995 e 2002, com o índice de rendimento disponível a ocupar a última posição. O dado foi divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no contexto das Contas Regionais.

Nos documentos ontem disponibilizados, o Norte fica mal na fotografia em mais indicadores no contributo da região para o Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, para a riqueza nacional; está em último na paridade de poder de compra; foi a única região que não cresceu em nenhum dos sectores (primário, secundário e terciário); e o investimento na região cresceu abaixo da média nacional.

A região em causa inclui os municípios agrupados nas sub-regiões do Grande Porto, Minho-Lima, Cávado, Ave, Tâmega, Alto Trás-os-Montes, Douro e Entre Douro e Vouga.

As famílias de Lisboa, pelo contrário, foram as que apresentaram o maior nível de vida no mesmo período, com um rendimento por habitante a oscilar entre 7438 euros, em 1995, e 11 087 euros, em 2002. Durante os sete anos em análise, a região situou-se cerca de 30% acima da média nacional.

Em 2002, o Norte ficou 16 pontos abaixo da média nacional (se a média for considerada 100), tendo obtido um rendimento de 5921 euros por habitante, na média daqueles sete anos.

O INE atribui ao crescimento populacional uma possível explicação para a descida no nível de vida verificada no Norte.

Tendo em conta apenas o rendimento primário (remunerações do trabalho e rendimentos da remuneração de capital), o INE conclui ter-se acentuado a diferença entre as famílias de maiores e de menores rendimentos, nomeadamente, pela venda da sua força de trabalho. A título de exemplo, é referido o caso de Lisboa, que apresentou, em 2002, um índice 45% acima da média nacional, enquanto o Norte apresentou um rendimento primário por habitante 19% abaixo do valor nacional.

Essas diferenças acabaram por ser "suavizadas" graças à acção redistributiva de rendimentos por parte do Estado e por outras transferências correntes, reflectidas no rendimento disponível (rendimento que as famílias dispõem para fazer face ao consumo, e que resulta do rendimento primário acrescido dessas transferências).

Na sequência da redistribuição, nomeadamente por parte das administrações públicas, todas as regiões saíram beneficiadas - refere o INE - à excepção de Lisboa. O Centro e o Alentejo acabaram por ser as mais favorecidas. A Madeira beneficiou, em especial, das transferências privadas internacionais, nas quais se integram as remessas de emigrantes.

As Contas Regionais ontem divulgadas resultam da revisão dos dados, depois de o INE ter adoptado um regulamento comunitário que alterou a nomenclatura das NUTS, com a Região de Lisboa e Vale do Tejo a dar lugar apenas a Lisboa. Da mudança, o INE diz que o rendimento disponível das famílias residentes no Alentejo registou um maior impacto positivo do que no Centro, tendo em conta que a Lezíria do Tejo passou para o Alentejo.

Teresa Costa
Jornal de Notícias
 
ONU Acordo nas vésperas dos 60 anos, falhanço no nuclear
Quarta, 14 Setembro 2005 09:00
A Assembleia-geral das Nações Unidas chegou a acordo para a reforma da organização e do desenvolvimento.

O documento de 35 páginas alcançado ao cabo de braço de ferro diplomático intenso na véspera do início da cimeira mundial da organização, que faz 60 anos.

O secretário-geral da ONU explicou que este é um bom documento, que nos poderá servir de base para continuarmos os nossos esforços», apesar de reconhecer que se poderia ter ido mais além.

Contudo, Kofi Annan não deixou de considerar muito mau o facto de não ter havido qualquer acordo no que diz respeito à não proliferação nuclear.

«É uma vergonha. Falhámos pela segunda vez neste aspecto», acrescentou o líder da ONU sobre um documento, em que também foram aprovados mais de forma muito ligeira pontos relativos aos direitos humanos e terrorismo.

O texto inclui uma referência ao facto de haver a intenção de se criar um Conselho dos Direitos do Homens para substituir a actual comissão, que está desacreditada, contudo, os pormenores sobre este conselho, como o mandato, funções e composição, foram remetidos para mais tarde.

Sobre o terrorismo, o falhanço foi ainda maior, pois nem sequer houve acordo a definição de terrorismo proposta: «matar civis com objectivos políticos é terrorismo».

Apesar disto, houve acordo quanto à intenção de criar uma comissão de consolidação da paz, encarregada de impedir que países que saem de conflitos não voltem a estes. A composição desta comissão, que deverá estar operacional em 2006, ainda não foi definida.

O documento aprovado faz ainda referência à responsabilidade de cada Estado de proteger as suas populações contra genocídios, crimes de guerra ou contra a humanidade, bem como contra limpezas étnicas.

Sobre o desenvolvimento, o texto reafirma o propósito de cumprimento dos chamados «Objectivos de Desenvolvimento do Milénio», que tem como intenção reduzir a grande pobreza até 2015.

Há ainda um pedido inscrito a todos os países para que melhorem a sua governação para poderem receber ajuda financeira e poderem reduzir a sua dívida.

Os EUA e a Rússia consideraram que o acordo alcançado é um bom início, apesar de os norte-americanos entenderem que se poderia ter ido mais longe.

Por outro lado, organizações não-governamentais como a Human Rights Watch e a Amnistia Internacional consideraram o acordo pouco satisfatório, nomeadamente do que diz respeito aos direitos humanos.

TSF Online
 
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