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ONU celebra 1º Dia Humanitário Mundial
Quarta, 19 Agosto 2009 08:00

Nações Unidas, 19 ago (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, liderou hoje a celebração na sede da organização do I Dia Humanitário Mundial, dedicado às milhares de pessoas que arriscam diariamente suas vidas no mundo todo para ajudar vítimas de conflitos e catástrofes.

 

A jornada começou com uma cerimônia em lembrança dos 22 funcionários do organismo que morreram há seis anos no atentado contra a sede da ONU em Bagdá, incluindo o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

 

Ban pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.

 

"No ano passado, mais trabalhadores humanitários ficaram feridos gravemente ou foram sequestrados. É algo inaceitável", afirmou Ban, que lembrou que, na terça-feira, dois funcionários afegãos da ONU morreram em um atentado em Cabul.

 

Segundo os dados da ONU, no ano passado, 260 trabalhadores humanitários foram vítimas de incidentes, que causaram a morte ou ferimentos, ou durante os quais foram sequestrados, entre eles funcionários de ONGs, da ONU ou da Cruz Vermelha.

 

Um total de 122 trabalhadores humanitários morreu no ano passado durante incidentes, em comparação com os 36 que faleceram dez anos antes.

 

Globo.com / EFE

 

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Helpo: Recrutamento para o Programa de Voluntáriado International
Quinta, 06 Agosto 2009 09:00

Durante o mês de Setembro, a Associação Helpo irá realizar novo recrutamento para o Programa de Voluntáriado International. Os candidatos deverão possuir uma disponibilidade mínima de 10 meses, que se encontra dividida por dois módulos: 4 meses de formação na sede da Helpo, em Cascais e a partida para o terreno, cuja a duração pode ir de um mímimo de 6 meses a um máximo de 12 meses, consoante a vontade do voluntário e as necessidades da Associação. A Helpo recruta dois voluntários de cada vez, embora se reserve o direito, caso considere que os candidatos ao programa não disponham das características pretendidas, de não comprir esta regra. Os voluntários da Helpo não são remunerados, contudo não suportam quaisquer custos relacionados com a sua formação durante todo o período de colaboração com a Organização. As viagens, transporte, alimentação e alojamento ficam a cargo da Associação. Assim, todos os intressados deverão remeter-nos o seu Curriculum Vitae, até ao final de Agosto, acompanhado de uma carta de motivação. Poderão enviar a candidatura para os emails: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Ou por correio ( Associação HELPO, rua Manuel Joaquim Gama Machado, nº 4, 2750-422 Cascais). Se desejar mais informações, pode consultar o nosso site www.Helpo.pt ou contactar-nos através do telefone 214 844 075.

A Helpo agradece que NÃO SE CANDIDATE A NENHUM DOS CARGOS REFERIDOS caso

  • Não se imagine a trabalhar num país estrangeiro, privado do contacto directo com família e amigos, e longe do seu país de origem, tanto do ponto de vista geográfico como do ponto de vista da língua, cultura e costumes;
  • Não se sinta preparado para viver num ambiente de missão, exposto a adversidades climáticas, sociais, sanitárias, e privado das condições a que está habituado a ter no seu país de origem;
  • Não admita apreender um padrão de valores e de escalas de prioridades diferentes dos seus, de modo a poder gerir relações sociais e pessoais, bem como expectativas, sem ferir susceptibilidades;

Não tenha aptidão para trabalhar em equipa num ambiente intenso; para gerir situações sensíveis entre stakeholders; não se considera uma pessoa paciente, tolerante e sensível ao ambiente que o rodeia; não tem espírito de análise ou de iniciativa; não se considera preseverante e com capacidade de resistência emocional e resistência a situações de frustração ou de impasse; não tem autonomia e motivação.


Se desejar mais informações, pode consultar o nosso site www.Helpo.pt ou contactar-nos através do telefone 214 844 075.

 
Bancos de tempo cada vez mais usados contra a solidão
Segunda, 03 Agosto 2009 09:00

Milhares de pessoas  estão felizes com os bancos: os de tempo.  Nas 26 agências no País, a troca de favores  é também uma desculpa para ter companhia

Em Coimbra, há um professor universitário que dá uma aula de Robótica em troca de companhia para uma "passeata". Em Alcanena, Alda passa a ferro, depois de lhe organizarem o álbum de fotografias. Em Sines, Fortunata utiliza os seus dotes de costura para remendar uma camisa e, um dia destes, vai "cobrar" uma boleia para poder ir ao hospital.

Os três estão inscritos noutros tantos bancos de tempo, entre os 26 espalhados pelo País. Ali trocam-se serviços, que são pagos em tempo. Quem presta um serviço, tem direito a receber um cheque no valor das horas que gastou na tarefa. As horas podem depois ser cobradas por outra tarefa a qualquer membro do banco.

Em Portugal existem cerca de 1700 pessoas inscritas nestes bancos, desde pré-adolescentes a idosos, mulheres (70 por cento) e homens. O sucesso desta iniciativa é medido pelo "impacto significativo que tem tido na vida de algumas pessoas", defende Eliane Madeira, uma das coordenadoras do banco central do projecto.

"Havia muitas pessoas em isolamento total a quem os bancos de tempo vieram abrir uma janela, valorizando-as, a si e aos seus talentos que permaneceriam invisíveis e, de repente, passam a ser contabilizados em cheques", explica a coordenadora.

Criados com o objectivo de restabelecer o espírito de boa vizinhança, os bancos de tempo surgiram em Portugal no ano de 2002 - pelas mãos da Graal, que importou o conceito de Itália - e orientam-se pela lógi-ca de uma instituição bancária, mas não envolvem dinheiro.

Ali, os cheques passados entre os membros pela prestação de um serviço têm o valor medido em unidades de tempo (uma hora, por exemplo) que são depositados ou debitados numa 'conta' pessoal.

O ideal é que a conta de cada membro esteja sempre a zero. O voluntariado quer-se recíproco, ou seja, quem arranja hoje uma prateleira em casa de alguém, deve solicitar um favor 'amanhã' a outro dos membros do banco, gastando os créditos anteriores.

Cada banco encarrega-se de seleccionar entre uma lista de pessoas e serviços propostos, aquela que melhor pode responder às necessidades. O difícil, diz Eliana Madeira, "é as pessoas pedirem, porque é mais fácil ser-se altruísta, do que assumir que se tem alguma vulnerabilidade".

O que tem tudo isto de revolucionário? O facto de estas ajudas "contrariarem a forma individualista como vivemos, esta educação para a competição e não para a cooperação", defende a psicóloga. "Aqui temos uma valorização igualitária do tempo e dos talentos, sem hierarquias, e tudo isto tem muito de subversivo", remata.

Ana Marques, Diário de Notícias

Bancos de tempo

 
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