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Segunda, 12 Outubro 2009 09:00 |
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A Câmara, a Cáritas da Covilhã e a Loja Social do Fundão colaboram com a Sharing Spot. Mas há já várias autarquias do país interessadas em participar
As funcionalidades
Na era da Internet 2.0 e das redes sociais, Tiago Barbosa, David Mota e André Barbosa fugiram às convenções e criaram o Sharing Spot. Não é um espaço de socialização, mas umsite de doação de bens que promove a comunicação entre as instituições de solidariedade social e os doadores, com o objectivo de facilitar o intercâmbio de informação entre eles.
O projecto dos três alunos de Engenharia Informática da Universidade da Beira Interior, que consiste em implantar na Internet um "local de partilha de bens como roupa, livros, brinquedos ou comida", começou a germinar em meados de Setembro do ano passado, após terem decidido participar num concurso da Microsoft, o Imagine Cup 09. A inovação da plataforma foi reconhecida e distinguida com o segundo lugar a nível nacional, conta Tiago Barbosa, um dos ideólogos da iniciativa.
Uma das metas do projecto é transformar a cedência de bens num processo acessível. Para fazer uma doação através da Sharing Spot basta aceder ao site - que brevemente estará em pleno funcionamento -, fazer login com a conta do Windows Live Messenger e "colocar o objecto na rede", explica o aluno. O utilizador deve disponibilizar uma fotografia do bem e fazer uma breve descrição do mesmo, indicando, por exemplo, se está novo ou velho. A recolha e entrega do material são realizadas pelas instituições sociais, que são, aliás, responsáveis por "toda a regulamentação das doações", vinca Tiago Barbosa.
Reforçar a credibilidade
Até ao momento, a Câmara e a Cáritas da Covilhã e a Loja Social do Fundão são as entidades que trabalham com os alunos e que se revelaram "essenciais" para a formação e para o "desenvolvimento mais correcto" do projecto. Contudo, os criadores da rede social já foram contactados por "câmaras municipais de vários pontos do país" interessadas em colaborar na aplicação, adianta Tiago Barbosa.
Através da Sharing Spot, as entidades procuram responder não só às necessidades daqueles que recorrem aos centros de solidariedade social, mas também a pessoas carenciadas que utilizem ositepara pedir algum material. Neste caso, o interessado terá de preencher um formulário, cuja avaliação determinará se tem direito ou não ao bem. Este processo evita ajudar uma pessoa sem necessidades reais: "As instituições com as quais colaboramos informaram-nos que existem pessoas que são verdadeiros "profissionais" das doações. Valem-se do apoio de várias organizações e vivem apenas disso", alerta Tiago Barbosa. A finalidade é "tornar o sistema de doação mais fidedigno".
Com o mesmo intuito, a Sharing Spot permite que os vários utilizadores e instituições comuniquem entre si, por meio de um sistema de conversação. Para já, os alunos querem trabalhar apenas a nível local, na zona da Covilhã e do Fundão, de modo a "aperfeiçoar a aplicação". Depois da fase de amadurecimento, pretendem estender a Sharing Spot a todo o país. "Temos ainda o sonho de que, no futuro, esta rede venha a funcionar à escala mundial", confessa Tiago Barbosa.
Mariana Duarte, Jornal Público
Rtp Sharing Spot YouTube
Video Sharing Spot
Video no YouTube
Sharing Spot (Universidade da Beira Interior)
Centrado também na área da solidariedade, o Sharing Spot consiste numa rede social de partilha de objectos, cujo intuito é facilitar o processo de doação de bens materiais, que poderão já não ter utilidade para umas pessoas, mas que são essenciais para outras. O Sharing Spot tem três vertentes, uma aplicação Web, uma aplicação para as novas gerações de PDAs com internet e um add-in para o Windows Live Messenger. O Sharing Spot é uma rede global, sem fins lucrativos, acessível a todos. Permite via o anonimato aproximar as populações às instituições de cariz social e permite o reencontro das pessoas tornando-se numa rede de amigos reais.
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Continuar...
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Quinta, 08 Outubro 2009 09:00 |
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Dia 17 de Outubro é o Dia Mundial para a erradicação da pobreza e, à semelhança dos anos anteriores, espera-se que volte a ser um grande momento de mobilização a nível nacional e internacional.
A Oikos associa-se novamente à organização do evento “Levanta-te e Actua” em Portugal, com actividades de norte a sul do país nos dias 16, 17 e 18 de Outubro.
A iniciativa contará para o Guinness World Records, tentando quebrar o recorde mundial do maior número de pessoas que se levantam por uma causa. No entanto, o objectivo não é simplesmente contar para um recorde, mas sim mobilizar a sociedade civil. Atrair atenções, alertar consciências, manifestar que estamos contra os números que não param de aumentar: mais de 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema diariamente.
Esta acção tem mobilizado milhares de pessoas por todo o Mundo. Em 2008, mais de 116 milhões de pessoas levantaram-se para exigir aos líderes mundiais que cumpram as suas promessas para acabar com a pobreza e desigualdade. Portugal contribuiu com mais de 93 mil vozes nesta iniciativa.
É uma data que representa uma excelente oportunidade para sensibilizar as pessoas para a dura realidade da pobreza extrema. A cada dia que passa, a desigualdade entre os ricos e pobres não pára de aumentar. Aproximadamente metade da população mundial vive em situação de pobreza!
É importante que todas as pessoas se manifestem e para actuar basta um minuto do seu tempo, um gesto simbólico. O convite é simples: basta que, literal e simbolicamente se levante. Esta acção pode ser individual ou em grupo e ter mais ou menos actividades de manifesto: uma concentração em escolas, um concerto, uma peça de teatro sobre o tema, uma largada de balões, uma tertúlia... Durante a acção, pode ler o Manifesto que se propõe, ou adaptar com um texto alusivo.
Para que a acção seja contabilizada é necessário fazer a inscrição da sua acção no site www.levanta-te.org
Agência Ecclesia |
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Terça, 06 Outubro 2009 09:00 |
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Senhas podem ser trocadas nos supermercados por pessoas que não conseguem pedir apoio em instituições sociais por recearem ver exposta a sua situação
A Cáritas Portuguesa irá iniciar a distribuição de vales de refeição com o objectivo de combater o fenómeno da pobreza envergonhada. Através de um protocolo que será assinado, no próximo dia 14, com a Ticket Restaurant, a Cáritas irá facultartickets de refeição com valores de cinco, dez ou 15 euros, para pessoas que vivem situações de privação e que nem sequer conseguem pedir ajuda a instituições de solidariedade.
"Já estão a aparecer pessoas sem subsídio de desemprego, porque acabou o tempo" desse apoio social, e "é de prever que a situação se agrave no próximo ano", diz ao PÚBLICO Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas.
Os vales, que serão distribuídos pelas Cáritas diocesanas, permitirão que as pessoas possam ir a qualquer supermercado abastecer-se de bens essenciais. Assim evitarão deslocar-se a uma instituição de apoio, vendo a sua situação revelada publicamente.
Para chegar a essas pessoas, o presidente da Cáritas diz que é essencial o contributo de outros (familiares, vizinhos, amigos) e de elementos das próprias instituições de solidariedade social. "O desafio é ir ao encontro dessas pessoas, não esperando que elas venham pedir ajuda, respeitando a sua vontade, a discrição necessária, as redes familiares e as redes de vizinhos", diz Eugénio Fonseca.
Apoios só em Portugal
As verbas necessárias para pagar as senhas virão de várias iniciativas públicas da instituição católica: a campanhaDez milhões de estrelas(na altura do Natal), o peditório do Dia Cáritas (Março) e a renúncia quaresmal de várias dioceses - o produto entregue pelos católicos como resultado de formas alternativas de jejum, durante o período que antecede a Páscoa. Outra forma de contributo será a compra directa de vales por quem estiver interessado, que depois poderão ser entregues nas Cáritas diocesanas. Também em escolas ou infantários poderão ser utilizados ostickets de refeição, como forma de pagamento de mensalidades. Nesta situação, a verba pode chegar aos 25 euros. Para já, a Cáritas irá fazer uma campanha para a divulgação da iniciativa. Eugénio Fonseca espera uma boa adesão dos portugueses.
As verbas a recolher na campanhaDez milhões de estrelas, realizada durante o mês de Dezembro, tinham normalmente uma parte (35 por cento) para apoio a projectos da Cáritas em países em vias de desenvolvimento. Mas desta vez, Eugénio Fonseca diz que esse dinheiro irá todo para o apoio a desempregados e a situações de "pobreza envergonhada", uma decisão tomada na semana passada pela comissão permanente da Cáritas Portuguesa. A decisão prende-se com o facto de várias Cáritas diocesanas estarem também a enfrentar dificuldades para apoio aos mais necessitados e a casos de desemprego.
Eugénio Fonseca acredita que o número de desempregados é superior ao indicado nas estatísticas oficiais. "Há pessoas que não vão aos centros de emprego, por já não acreditarem em saídas."
António Marujo, Jornal Público |
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